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ESPECIAL VAGINA
ESPECIAL HPV
UM TÚNEL RESISTENTE E PODEROSO
Este Especial sobre a Vagina tem a finalidade de torná-la mais íntima dessa parte estratégica de seu corpo. As mulheres conversam pouco com seus médicos sobre sexualidade e têm percepções equivocadas a respeito do próprio órgão sexual revela uma pesquisa européia feita recentemente, que também ouviu 880 brasileiras. É preciso conhecer a região vaginal e saber cuidar bem dela para mantê-la, a maior parte do tempo, como fonte de prazer e não de desconfortos.
A vagina é um canal que se estende do colo do útero à vulva, diz a definição do dicionário Aurélio. Muitas mulheres a imaginam como, de fato, como um canal ou tubo permanentemente aberto e posicionado na vertical em relação à vulva -- a face externa do genital feminino --, conforme aparece nos desenhos esquemáticos de anatomia.

A maioria não tem noção de que a vagina é na verdade um espaço fechado em si mesmo, como um balão vazio, observa o ginecologista Eliano Pellini, professor do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC paulista. O médico tem em seu consultório um equipamento com câmera que permite à paciente acompanhar o exame ginecológico e ver a vagina em detalhes. "Elas se surpreendem com o contato visual,invariavelmente", diz ele.

Em repouso, a vagina é uma espécie de túnel fechado, de oito a nove centímetros de comprimento, mais largo no fundo, junto ao cervix e mais estreito na abertura, junto à vulva. É feita de tecido muscular, elástico o suficiente para expandir e contrair quando estimulado e resistir à pressão da passagem de um bebê de 4 quilos, por exemplo, ou ao atrito de um pênis de até 25 centímetros. "As mulheres acreditam, erroneamente, que a vagina é um órgão frágil, sujeito a machucar, principalmente as mães preocupam-se quando suas filhas manipulam os genitais, achando que vão ferir os tecidos e provocar infecções", lembra o ginecologista. "Não deveriam ter tanto receio. O órgão é muito mais resistente e poderoso do que o pênis, desse ponto de vista."

A vagina não é um órgão seco e tem defesa própria. Ela produz uma espécie de película ou filme de líquido, conhecido como muco vaginal, que mantém vivo seus tecidos internos e ao longo dos ciclos hormonais também é permeada pelo muco cervical, uma secreção produzida pelas glândulas do cervix estimulada pela atividade dos hormônios. Além disso, produz lactobacilos, um tipo de bactéria benéfica que protege o meio ambiente de germes invasores e bactérias nocivas e as células de suas paredes são renovadas continuamente, um outro mecanismo de defesa contra a agentes infecciosos.

Internamente, a parece vaginal é revestida por uma camada de tecido pregueado inigualável por qualquer outro órgão informa o médico francês Gérard Zwang, autor do livro O Sexo da Mulher (Editora Unesp, 2000). "A mucosa vaginal adulta tem pregas em rugas e colunas. As colunas acompanham os dois eixos de entrada e as rugas desenham zigue-zagues que se superpõem de cima para baixo nas laterais e espessam às vezes em tubérculos", informa o livro. Tal textura espessa e carnuda constitui o crivo natural de atrito na penetração, explica o médico francês.

Cerca de 90% dos terminais da rede nervosa da vagina estão localizados na sua porção inferior, perto da abertura, o que torna a região especialmente sensível ao toque bem como às variações de temperatura. A porção superior do órgão, junto ao cervix, tem bem menos terminações nervosas e é menos suscetível. Durante a excitação sexual aumenta muito a circulação sanguínea nas paredes vaginais e elas ficam maiores ou inchadas de sangue, além de liberar internamente o fluído lubrificante que torna confortável e prazerosa a fricção do pênis, dedos ou outros objetos de estimulação sexual em seu interior. O processo é mais ou menos semelhante ao que ocorre com o pênis, que aumenta de tamanho por causa do afluxo sanguíneo.

As mulheres queixam-se das complicações que enfrentam com freqüência na região vaginal, como irritações, coceiras, entre outros pruridos, recorrendo às vezes a expressão "até parece que não foi feita para usar", e eis aí um equívoco. A atividade sexual não melhora nem piora a saúde vaginal da mulher jovem, desde que observados cuidados elementares como o uso do preservativo feminino ou masculino, especialmente quando se mantém contato sexual com mais de um parceiro. Entre os componentes que garantem a saúde vaginal são importantes também o estilo de vida, que contemple uma alimentação equilibrada e, de preferência, um cotidiano com pouco estresse emocional.

A experiência do orgasmo faz diferença, no entanto, para a saúde vaginal da mulher que já passou a menopausa. A vagina é altamente dependente de estrogênios e tem milhões de receptores desses hormônios espalhados por seus tecidos. E tende a atrofiar depois da menopausa, quando cai a produção de hormônios. Esse efeito é mais acentuado em mulheres que levam vida sedentária e não mantém atividade sexual, seja com um parceiro ou por meio da masturbação. A experiência do orgasmo aumenta a irrigação sanguínea dos tecidos de toda a região pélvica e contribui para tonificar a musculatura local e do tecido vaginal.

Vamos falar sobre isso nas próximas matérias. Não deixe de acompanhar esta série especial sobre vagina, do Assunto de Mulher. Afinal, ela tem tudo a ver com você.