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VACINAS NA FASE ADULTA
Imunização também é assunto de mulher. E como!
Tomar certas vacinas entre a adolescência e o início da idade adulta, antes de engravidar, não só é importante para prevenir doenças como, por exemplo, o câncer de colo de útero e as hepatites virais, ou infecções de transmissão sexual como as verrugas genitais. Depende também da imunização, em grande parte, o desenvolvimento saudável dos fetos na gestação
A vacinação da mulher jovem e adulta é um assunto que mereceu atenção especial dos ginecologistas, dois anos atrás, quando a vacina contra o vírus papiloma humano, mais conhecido como HPV, do inglês Human Papiloma Virus, foi lançada no Brasil. A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), junto com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) aproveitou a oportunidade para atualizar os especialistas em saúde feminina e promoveu uma reunião geral de onde saiu o atual Consenso de Vacinação da Mulher. Segundo esse consenso, mulheres que têm planos de engravidar não podem deixar de tomar a tríplice bacteriana (dTpa) contra difteria, tétano e coqueluche; a tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba, a vacina pneumocócica; a meningocócica C conjugada e as vacinas contra hepatite A, hepatite B, hepatite C, gripe e varicela. Nas regiões endêmicas, são obrigatórias também a vacinação contra febre amarela e, quando for o caso, contra raiva. Exames pré-concepcionais que são indispensáveis Antes de engravidar, ainda, as mulheres são orientadas pelo médico a fazer os chamados exames pré-concepcionais, que são indispensáveis, não devem deixar de ser feitos porque detectam doenças contraídas no passado e que podem significar algum risco para a gestação, o desenvolvimento do feto ou mesmo para a própria mulher durante a gravidez. Os mais importantes são os exames de rubéola se a mulher ainda não teve a doença e das hepatites A, B e C, além de HIV e HPV. A principal doença com que se deve ter cuidado na gestação é a rubéola Na mulher adulta não gestante, a rubéola não é uma doença perigosa, mas para as grávidas ela representa grande risco. Os fetos de mães infectadas por rubéola, principalmente no primeiro trimestre de gravidez, podem nascer cegos ou com catarata, surdos, com mal formações no coração e microcefalia. Recomenda-se que a vacinação contra rubéola seja feita pelo menos três meses antes da concepção.As imunizações contra a hepatite B e a tríplice viral também devem ser aplicadas no mínimo três meses antes da gravidez. A tríplice bacteriana, para difteria, tétano e coqueluche é importante para evitar o temido tétano neonatal, ainda existente no Brasil. O recém-nascido é infectado segundos após o parto, no momento do corte do cordão umbilical por instrumentos não-esterilizados. Vacina contra o HPV Existem mais de uma centena de tipos de vírus papiloma humano. O Consenso de Vacinação da Mulher da Febrasgo-SBIm informa, porém, que a região genital feminina pode ser infectada por dois grupos de vírus HPV, os oncogênicos --relacionados ao câncer do colo do útero -- e os não oncogênicos, responsáveis pelas verrugas. Os tipos oncogênicos 16 e 18 destacam-se entre os oncogênicos, pois são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero. Outros vírus HPV (entre eles o 45, 31, 33 e 52) também causam câncer. Entre os vírus não oncogênicos, mas que causam verrugas, se destacam os tipos 6 e 11. Os dois são responsáveis por 90% das verrugas genitais. As vacinas contra o HPV contêm alta imunogenicidade, que é a capacidade de induzir uma resposta imune e conferir rapida imunidade a pessoa que foi imunizada, segundo o consenso de vacinação da Febrasgo-SBIm.